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Nossa Senhora da Conceição
 
A festa de Nossa Senhora da Conceição, comemorada a 8 de dezembro, foi definida como festa universal a 28 de fevereiro de 1476, pelo Papa Sisto IV, e confirmada em dogma pelo Papa Pio IX a 8 de dezembro de 1854. Com a celebração da Nossa Senhora da Conceição celebra-se o arquétipo da maternidade e, desde o século VII, conhecem-se, nomeadamente na Península Ibérica, festas em sua honra. Até há pouco tempo, era nesta data, e não no 1.º domingo de maio, que se celebrava o Dia da Mãe. Em Portugal instituiu-se inclusive a ordem militar de Nossa Senhora da Conceição por D. João VI de Portugal. 
 
A 8 de dezembro de 1904, em Lisboa, lançou-se solenemente a primeira pedra para um monumento comemorativo do cinquentenário da definição do dogma. Ao ato, a que assistiram as pessoas reais, patriarca e autoridades, estiveram também representadas muitas irmandades de Nossa Senhora da Conceição, de Lisboa e do país, sendo a mais antiga a da atual freguesia dos Anjos, que foi instituída em 1589.
 
Em Portugal e no Brasil é tradição montar a árvore de Natal e enfeitar a casa no dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, rainha e padroeira de Portugal e de todos os povos de língua portuguesa desde o reinado da Dinastia de Bragança.
Quem é São Martinho?
 
Nasceu na Hungria no ano 316, filho de pais pagãos. Foi soldado à força, por imposição do pai, Tribuno Romano.
 
Por que acontece o verão de São Martinho? No Outono existe sempre um período designado por "verão de São Martinho", altura em que o sol brilha em tempo de neblina. Foi assim na vida de São Martinho. Em contato com cristãos começou nele uma situação de neblina espiritual, em que não via claro o caminho da Fé. Frequentava as catequeses neocatecumenais que provocavam dúvidas sobre Jesus Cristo, até que, indo ele a cavalo, bem vestido e com uma capa própria de cavaleiro, encontrou um pobre meio despido e cheio de frio. Pegou na espada, cortou a capa ao meio e deu metade a esse pobre que logo se agasalhou com ela. São Martinho continuou a viagem e mais adiante encontrou Jesus Cristo embrulhado na metade da capa que ele dera ao pobre. 
Jesus então disse-lhe: 
"Martinho abrigou-Me e aqueceu-Me com a sua capa.  O que fizeres ao mais pequenino dos Meus irmãos a Mim o fazeis."
 Sobre a neblina da dúvida apareceu o Sol Brilhante; o próprio Jesus o iluminava. 
 
Foi Baptizado em 339, depois Ordenado Sacerdote por Santo Hilário. Passado algum tempo retirou-se para o deserto onde viveu onze anos em oração, contemplação e estudo da Sagrada Escritura. Em 371 foi eleito bispo de Tour onde sempre ativo e apostólico, mas com tanta penitência que fazia e com a idade começou a sentir- se cansado e fraco. Numa parte da Diocese levantou-se um problema entre os Sacerdotes e ele foi lá para o resolver.
Reuniu os Sacerdotes. Entretanto, sentindo-se já muito cansado e sem forças, deitou-se no chão e disse-lhes que ia  morrer. Os sacerdotes começaram a chorar e diziam-lhe: 
"O Céu já o tens garantido, fica connosco, porque o teu rebanho corre perigos."
O Santo também chorou e rezou assim:  
"Senhor! Para mim é melhor morrer, mas se ainda sou preciso, aceito ficar mais algum tempo."
Suavemente morreu no dia do Senhor, a 8 de novembro de 397.
Quem é São Simão?
 
Pouco se conhece da sua vida. Era natural de Caná da Galileia, pertencia a um grupo piedoso, os zelotas, que pretendiam  implantar o reino  messiânico  pela força libertando-se da opressão do Império Romano.  Foi seguindo Jesus na multidão, pois, via n'Ele um bom líder. Um dia, Jesus passou a noite inteira em oração e de manhã escolheu aqueles que quis para O seguirem e estarem com Ele noite e dia durante 3 anos. Um deles foi Simão Zelotas.
 
Durante 3 anos acompanhou Jesus dia e noite. Neste estar com Jesus, ouviu a sua doutrina, viu os  milagres que fazia, como falava de Deus, como  rezava, experimentou o testemunho da vida e o seu infinito amor pelas pessoas, de tal forma que nunca mais se separou  d'Ele. Foi-se apercebendo e descobriu que Jesus não era o Líder político nem religioso que ele esperava, mas sim o  Messias sofredor, o Filho de Deus. Viveu com muito sofrimento a Sua Paixão e morte, mas também a grande alegria da Sua Ressurreição e experiência da Sua Divindade. Depois da Ascensão ao Céu foi pelo mundo pregar a Boa Nova de que Jesus é o Filho de Deus e que veio ao mundo para nos salvar.
 
Temos aqui perto uma capela, em Penafiel, onde ele é venerado pelo povo de Deus que acorre a pedir-lhe graças e a agradecer, pois é um grande taumaturgo, sobretudo nas doenças de pele como cravos, verrugas, nódulos ou quistos.
São Judas Tadeu
 
São Judas Tadeu, que é também venerado nesta capela, nasceu na Galileia e é filho de Alfeu, primo de Jesus, irmão de São Tiago  menor. Foi chamado por Jesus no mesmo dia como São Simão e com ele viveu a mesma experiência na convivência diária com Ele. Foi sempre amigo e fiel a Jesus, muito atento. Escreveu uma carta aos cristãos de todo o mundo a preveni-los dos falsos doutores e mestres que não ensinam a verdadeira Fé em Jesus Cristo e como os outros Apóstolos, depois da Ascensão de Jesus ao Céu, foi enviado a anunciar a Boa Nova, o Evangelho, e deu a vida morrendo mártir por Jesus. O povo recorre a ele em situações difíceis, pois é o advogado das coisas impossíveis. 
 
Nesta capela em Urrô, Penafiel, celebram-se os dois Santos no mesmo dia 28 de outubro e hoje, dia 29, lá estivemos em romaria, utentes, religiosas, funcionários e voluntários da Santa Casa da Misericórdia de Paredes, para orarmos, meditarmos e cumprirmos as nossas promessas, num momento de rara união espiritual.
 
Irmã Maria Emília (Madre Superiora)
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